
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
a última teoria
sábado, 4 de dezembro de 2010
jan[ela]*

"(...) rabiscava num caderno velho:
'quando eu nasci,
nem um anjo veio-me dizer:
vá ser gauche também você!'
súbito: de asa a asa, aleatória e delicada, uma borboleta transpõe a moldura da janela; entrando em meu quarto. [fugirá da chuva? uma borboleta a estas horas?!]. não direi que é de uma beleza inefável, como se costuma referir a um lepidóptero, porque imediatamente lembrei-me do que costumava ouvir sobre esta espécie – de olhos desenhados nas asas – quando era pequena:
minha avó acreditava e dizia-me que a pobrezinha trazia a notícia ou o prenúncio d’alguma morte – um agouro. e eu ficava [e ainda fico] a supor que aqueles arregalados olhos em suas asas eram, justamente, o avesso do que abarcaria sua visita: que se enquanto alguém fechava os olhos, suas frágeis asas se abriam para o tempo, em nossa comum efemeridade, anunciando que outro alguém também abria os seus para a vida.
talvez, talvez... meu anjo fosse aquela pequena borboleta. e eu nunca saberia."
*trecho de conto meio inacabado.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Xodó!

Ela não existe, mas porque acredito, sim! Ela é minha alma gêmea; não metade, mas inteira: manteiga em dia de sol. Ela é um meu raio de sol! Ela me salva [sempre-sempre] e me faz crer na Vida, a cada gesto imprevisível e lindo com que me recria o mundo. Ela poliniza o ar: flor da minha janela. Ela é o meu olhar e a própria paisagem! Ela não tem mesmo moldura: não pede espaço; invade tudo. Ela é todo esse clichê, que digo sempre, porque o tornamos puro. E tão mais que isso:
Ela se me é...
.
Gosto de falar para ela, acerca dela [com cacofonia e tudo], assim, como se fosse para outra pessoa: ela me diz que não pede palavras, mas suscita todos os verbos dessa língua exclusiva que criamos, dia a dia, só para dizer AMOR.
Por isto e por tudo!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O meu mundo

Tarde. Eu, no mesmo banco longo de madeira de todos os dias, [a]guardando os últimos minutos, antes de voltar ao mundo... Nem ao sul [de frente à lanchonete]; nem ao leste [à loja de brinquedos]; nem ao norte [à clínica de estética]; mas a oeste, para o inativo chafariz, figurado frente ao sol que se lhe põe ao fundo.
A meu lado, uma senhorinha cheia, cheia de vida – quantos anos, pensei só, feitos bodas prateadas nos seus fios de cabelo, que eu olhava e olhava... Sua postura nem tanto ereta, tampouco arqueada, mantinha-se sob uma calma que eu, [in]conscientemente, procurava no entardecer. Suas unhas, bem pintadas, de um vermelho, que eu olhava e olhava, na mão frágil repousada ao colo. E nem um som em torno – nenhum som, em mim, se propagava no espaço dos sentidos.
[Lembrei minha avozinha...]
Súbito, e vagarosamente, a senhorinha se levanta com dificuldade natural e pura, apoiando-se à bengala... Para por um tempo, sempre olhando em frente; arrisca um passo, fraqueja [ou hesita]; fica um pouco mais, alguns segundos – extensão de um céu inteiro! – volta, em minha direção, seu rosto de uma flor tão alva e, em um gesto quase imperceptível, me desenha um riso delicado. E se vai.
E, em meus olhos,
– mundo inteiro, com seus mares calmos –
anjos molham suas asas
para um voo azul
que me colorem a alma.
domingo, 14 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Só o chifre humaniza
Por Xico Sá
Não tem jeito mesmo. Só um chifre humaniza um macho, repito aqui o velho mantra da coluna. Daqueles bem parafusados pelo destino em nossas testas lisas. Nem que seja apenas como arma de vingança, como reza a lírica do cancioneiro de Carlos Alexandre, o grande do brega.
Um chifre daqueles que nos faz furar o LP com Stephanie Says, do Velvet, ou nos põe como a última das criaturas, ao sentir as batidas dos pingos da tempestade contra a vidraça. Aí entra Tom Waits, que gorjeia This One’s from the Heart, aquela do fundo coração, o filme de Francis Ford Coppola.
Posso tocar mais uma da fita O Fino do Corno, que acabo de gravar aqui no velho cassete das antigas? Então lá vai, lá vai, roda, segura aí, peça logo outra cerveja: Les Amours Perdues, do canalha-do-bem Serge Gainsbourg. Essa é para chorar, como convém a quem deixou rastros de incompetência e de vacilos sentimentais pelo caminho.
Chifre posto, lá estamos nós, répteis do amor (agora entra Por que me Arrasto aos teus Pés, do rei Roberto, para coroar a breguice dos humilhados e ofendidos), carentes como um poodle.
E essa nossa loucura, muitas vezes, não deve ser tributada simplesmente à febre amorosa que estoura na pele e mancha o caroço dos olhos. Enlouquecemos mais pelo ego de macho, que não suporta uma “literatura comparada”, uma derrota, do que pelo grande amor de fato.
É o medo do cabrón diante das comparações. Tudo que queremos saber é apenas se o adversário, a quem sempre vemos, de imediato, como o Pelé do tantra, o Cassius Clay do priapismo, é mesmo o tampa-de-Crush, a bala que matou Kennedy, o tal da química de pele, o cão do terceiro livro…
Aí insistimos, insistimos, insistimos na nossa babaquice, até que ouvimos mesmo, daquela ingrata, que perdemos o embate, o jogo, o clássico do sobe-e-desce, o decisivo mata-a-mata nesse faroeste empoeirado dos nossos inconscientes.
A literatura comparada é o golpe fatal. E que gazela perderia a chance, diante da pergunta do imbecil, de empurrar o sujeito para o abismo?! Aí não tem cachaça ou uísque que curem. É o fim. O mais confiante dos homens sucumbe nessas horas.
E se a moça, toda saltitante, aparecer na firma com aquele sorriso franco, aquela pele remoçada… Nunca vamos imaginar que possa ter sido apenas uma combinação perfeita entre o Prozac e o creme de vitamina C + coenzina Q10, obra e graça da renovadora indústria coméstica!
Sempre pensaremos no desastre-mor, no grito selvagem (dela) de prazer. Sempre achamos que a desgraçada, a miserável, descobriu, finalmente, todos aqueles multiorgasmos fresquinhos anunciados toda semana pela revista Nova. A capa da Nova é a primeira imagem que temos. A perua toda feliz com a carga elétrica de 220 wolts que recebeu do velho urso.
É assim mesmo. Pois a vida é simples e sempre vai imitar aquela singela crônica de Rubem Braga. Lá para as tantas, uma tal de Joana entra no carro de um palhaço, toda aconchegada a ele, meio tonta de uísque, vai para o apartamento do monstro – um imbecil que não sabe uma só palavra de esperanto. A vida é triste, Sizenando, conclui o escriba, a quem agora fazemos coro.
E no toca fita do meu carro, como canta agora Bartô Galeno, uma canção me faz lembrar você…
& Modinhas de fêmea
Somente a solidão, essa pantera, foi minha companheira inseparável. Dá-lhe Augusto dos Anjos, nosso primeiro punk metafísico, aqui em socorro dos solitários de saco cheio com o massacre publicitário que sofreram por causa do meloso dia dos pombinhos.
E haja celulares de regalo, com horas e horas para falar de “graça”, créditos para um bom pé-na-bunda, como diz a amiga Cynthia, créditos para o chá-de-sumiço dos homens frouxos que não têm sequer a decência de uma despedida de corpo presente.
(*) A coluna Modos de Macho & Modinhas de Fêmea, do jornalista Xico Sá, é fornecida com exclusividade pela BR Press.
domingo, 24 de outubro de 2010
2 medidas III
Não me tente com este seu olhar menino de homem que quer mais que muito da mulher que posso ser Tente é me salvar Nunca sei o que lhe dar quando me doo Deito todas as feras de mim na selva amena do teu peito Percorro na cegueira a ilha deserta de nós dois com mais de mil sentidos E se brigo é para reconciliar todas as partes pelas quais tornamo-nos um só Mansinho vendaval carinho bem e mal Sem pausas pontos reticências entre a língua de um e outro Travessões são travesseiros onde deita a calidez do fogo e toda lágrima e saliva e mais que isso mares nossos Tente pois salvar meu coração exclamação Que só sabe que amar é afogar-se de paixão
“amor é sede depois de se ter bem bebido.” GR
2 medidas: http://mudandoeuvou.blogspot.com/2010/03/2-medidas_05.html
2 medidas II: http://mudandoeuvou.blogspot.com/2010/04/2-medidas-ii.html
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
O Universo de Bellatrix II
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Involução*
Salvava-me a escritura.
Salvavam-me as leituras.
Salvava-me tudo
O que me [e]levasse às Palavras.
[Agora elas me quedam?]
Entanto não sei mais se [há] prosa ou verso, quando tento no abismo da existência não cair: mergulho fundo-fundo e fundo... E, neste encontro d’alma, ganho asas
Com que subvoo o mundo...
*nota para mim.
domingo, 3 de outubro de 2010
O Universo de Bellatrix



quinta-feira, 23 de setembro de 2010
*ca[fé]

e/ou caos,
sacro suco dos meus dias,
desmaterializa-me
tua negra magia?
[em] teu perfume
o mais puro ritmo da fantasia?
esta com que valsam
minhas insones companhias.
no cálice das horas,
derrama-se
– unção –
por todo o meu espírito...
no teu breu, deslizo,
qual suspenso mar
no abismo metafísico da noite
– batizo-me.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
poeminha escato[lógico]
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
corpoesiamor
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
De cor[ações] [d]e a[mo]r

A tarde espessa
– Manada de elefantes –
Enche os campos
De meu rude pensamento
E, lá, ao longe,
Vão, errantes, os Poetas
Pintar versos entre nuvens...
São palavras
– Frescas tintas –
Figuradas nas retinas;
Têm perfume em cada cor...
E, em meu peito,
De ar[co] a íris,
Redesenho o meu amor.
there’s a rainbow in my heart
whose colours are on my eyes
[and I swear: I don’t know where
did it come from! I really don't!]
*reencontrei a inspiração no potinho d'ouro ao final do arco-íris! :)
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Amigas detalhistas = nós Cid Verty!
Cenário: Starbucks Coffee – Botafogo Praia Shopping
Tempo: Ligeiramente frio [15º à beira mar]; aproximadamente 20:00h [depois de 3h no trânsito...]
Cena 1:
Tati: Então, vai querer qual?
Rafa: Ai, não sei, amiga... – com cara de indecisão – me recomenda algum.
Tati: Ah, eu gosto daquele ali – diz, apontando – o Mocha.
Rafa: O Vanilla é bom? – para contrariar.
Tati: Nunca experimentei... Tem baunilha!
Rafa: Hum, tá, vamos de Mocha mesmo.
Cena 2:
Atendente: Pois não! J
Tati: É... – hesita – é que... é a primeira vez dela. – indica-me, com o polegar.
Atendente: Hummmm... – expressão de: Saqueeei!
Rafa: >_< – Pensa: 'É, isso era realmente necessário!'
Atendente: Pode deixar!!! Farei o possível para que seja inesquecível! – pisca o olho, espirituosa.
Rafa: x_x
Três minutos mais tarde:
Atendente: Rafaela e Tatiana! – anuncia.
Rafa: Pega lá, amiga.
Tati: Ih, olha só!
Rafa: O quê?
Tati: Ganhou até carinha feliiiz!
Rafa e Tati: hahahaha...
Depois disso, viriam uns choppes de vinho no Castelo e cervejinha na pracinha, perto de casa...
E todos viveram [altamente] felizes por uma madrugada!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
À noite, há uma criança

domingo, 8 de agosto de 2010
homicida

terça-feira, 3 de agosto de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Num Feliz Dia do Amigo!
Certa vez, li que amigos são como estrelas: presentes, até quando além ‘das vistas’.
Além disso, surgem quando têm de surgir. Permanecem pelo tempo que têm de permanecer [nem adianta tentar interferir]. E, ainda assim, fazem-se eternos, porque de sua matéria final [fusão], novas estrelas são geradas... – novos eus?
Por isso, [não importa se, em mim, nasceram há meses ou anos-luz] pinto as minhas estrelas com a mais cara tinta que tenho: meu amor!
Mega obrigada a:
Mamily [MEU TUDO: pólen água luz e ar!]; Ju [minha eterna-mestre-amiga; orgulho sem fim!]; Tati [ah, nem sei... meu amuleto precioso; infinito doce-de-ser!]; Anati [minha coluna mestraaa (hahaha); minha sobriedade; minha polia!]; Ama(n)dinha [caraleo (haha), estrela-dercy-guia da minha vida!]; Saritah (Ingrid) [minha pequena notável; minha 2 em 1 (haha)!]; Val [presente lindo dos céus; terceira mãe solicitude delicadeza num só pacote de ser!]; Marcita [meu laço de seda; barquinho de dádivas no mar da vida!]; Rê [ahh, a infância que não tive (haha); minha Barbie (brunette now) mais curiosa em tamanho real!]; Ci [minha nipônica do sul! >.< ; meu principal objeto de irritação! haha]; Laylinha [meu achado sem ter perdido; doce-de-coco com raspinhas de nirvana!]; Marbier [aiiiii... estrela maisquelinda com brilho de poesia; arco-íris da minha estradinha!]; Li [quáaaa! (rsrs) minha floranímica; minha “parte que não tinha”!]; Cy [flô de candura da minha vida; raio de sol na minha janela!]; Camilinha [bonequinha da minha estante; companheira-gêmea-mor de angústias-e-desvarios!]; Xay [figurinha-mor do meu álbum biográfico; nerd caçula! ^^]; Fabiii [loucadepedra mais cara-de-pau da minha estrada! haha “ai, Beth!”]; Marcinha [pimpinela cabotina mais xoxadora (haha) do meu coração!]; Mari [guia-da-minha-saga-estagiária; nerdinha queriiida! rs]; Lu [peixinho do meu aquário (‘camarada d’água’!); anjinho da minha prateleira de mimos!]; Wall [wÓllocutor dos meus ouvidos; doçura caramelizada de ser!]; Paul [ah, meu minidicionário filosófico de cabeceira; pedacinho de bolo confeitado sem dia de festa!]; Celo [meu cartãozinho de visita; léxico polidor do meu alfabeto de granito!]; Allan-tico [açuquinhar dos meus dias; brilho dos meus olhos fraternais!]; Nuelinda [fada poetisa mais hard-rock da minha vida! rs]; Luuu [minha rádio e ‘lifestyle’ alternativos favoritos! o/ ]; e Calinho [gasparzinho meu rs; cosmopoetinha do meu céu].
quarta-feira, 14 de julho de 2010
"Correndo com tesouras"

terça-feira, 6 de julho de 2010
Ainda em linhas telefônicas...

*, **, ***: os termos pertencem àquele vocabulário saudoso dos avozinhos já falecidos. :-(
terça-feira, 29 de junho de 2010
Extrav(/f)io
