quinta-feira, 22 de novembro de 2012

inóspito

com a luz que abrasa o dia
em tudo eu vejo a poesia!
no breu da noite [mudo]
eu ouço a poesia em tudo.

se estes meus versos,
por mim, falassem
o que não cabe numa ideia
ah, quem me dera!...

mas não é a dor pungente
nem é o amor urgente
que se me derramam
na poesia dessa hora...

mas qualquer outra natureza
em que pairam incertezas.
e é lá que está a cor implícita
de mi’as ânsias infinitas!

são sombras inclassificáveis;
palavras insubordináveis
que me tomam o tom certo
por esse pálido deserto...

11 comentários:

Jéssica do Vale disse...

Teus versos já falam
Pois tu, és toda poesia!

Fabrício Franco disse...

Rafaela,

Não nos cabe questionar o mando das palavras, quando elas nos urge a escrever: cabe apenas obedecê-las. Nessa sevícia (ou ofício), calhamos de deixar a Poética mais plena e a Musa (essa dama de gostos singulares), satisfeita. Isso, até o comichão de escrever começar de novo...

Beijos!

Heloisa Moraes disse...

Poesia aflorada,
a flor da pela ensolarada!

Toda poesia!

Lu Rosário disse...

Vê-se o quanto é poesia...

Carol Freitas disse...

O deleite da poesia que em tudo está!
Lindo! =)

Fred Caju disse...

Onipresente e urgente.

Rafaela Gomes Figueiredo disse...

gentis,
tão grata.
mas, no momento, estou de poucas palavras...

beijos e beijos

Paulo_Sotter disse...

Um pálido deserto onde brotou tão doces palavras poéticas. Ver poesia em tudo é olhar a vida com os olhos da alma. Parabéns pelo lindo texto. Abraços

Lu Rosário disse...

Nossa, Rafa, é muuito bom ser a "safada"..rsrsrsrs.

Agradeço novamente pelas constantes visitas e comentários que me deixa.

Beijão!

Jhosy . disse...

Olá Rafaela,
feliz o acaso que me trouxe até aqui!
Encantei-me com tua poesia e com teu espaço!

Trouxe-me aquela velha sensação de ler-me em versos de outro!
Parabéns!

Passo a seguir ^^

Beijos,
Jhosy
http://meninamsicaeflor.blogspot.com.br/

Jéssica Amâncio disse...

adorei sua maneira de escrever