quarta-feira, 1 de abril de 2015

[im]permanência

agora fica comigo
   apenas solidão
     [afora cheiros, fotografias, reticências]
       noite após noite
         me acostumo à escuridão
           silenciosa dos gestos guardados
              à medida que a saudade
                 já faz moradia
                   e não aceita companhia
                      em meu peito triste
                         pois que pouco não é
                           quando muito ainda existe


3 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Rafaela,

Poema romântico sem ser piegas. Atual e crítico do mundo interior, que o ser humano conhece o mundo exterior, mas tem dificuldade de circular pelo mundo interior.
Achei interessante também a presença de rimas incidentais.

BjóKawanami

Fabrício César Franco disse...

Poetisa,

Bom poder ler você, outra vez. Gostei da diagramação, embora o tema - tristeza - tem me preocupado. Há algum tempo vejo só ela dando as caras em seus escritos. Espero que seja apenas a manifestação do eu poético.

Beijo!

Rafaela Figueiredo disse...

Muita dificuldade, Marcos..

Bjo grato

.

É, Franco, um ano estranho este...
Mas bons ventos deverão soprar.

Bjo