
Olhar a folha em branco é demasiadamente mais do que o clichê da busca pela inspiração ou o fato da ausência dela. A folha, ocasionalmente intocada, é a hiperatividade do pensar - a marcha ensandecida de palavras [como flashes] sobre um chão silenciado. As mãos esperam. Suam. O peito arfante, ventilando, suscita aos olhos pranto. E, de repente, nada... nada!, além daquele instante, existe. E um véu de incompreensão e insatisfação e raiva envolve o entorno... Por quês, para quês, são todo o [ir]raciocíonio lógico. E a folha se preenche, pois, de um absoluto sem-sentido. E as silhuetas da palavra - fora - já não são - nem longe - aquelas que - lá dentro - [in]stavam.