quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

da tentativa

[às vezes, quero tanto

fazer-me entender

àqueles que não o conseguem

porque tão inábeis

com as doçuras ou grossuras

dos humanos (ou sei lá por quê)

que desisto, com meus verbos frágeis,

e lhes dou somente um riso,

assim, confortável – habitat que só eu sei

da conformação de não dizer

que os seus ‘não entender’

têm a mesma profundidade

que meu riso de conformidade –

do que também não sei dizer.]

12 comentários:

sopro, vento, ventania disse...

um colchete que abre o pensamento e que não para, pq não para o pensamento de quem não para, pois se parasse não seria Rafa.

tô com sono, o olho pesa, mas não pude deixar de dizer da beleza das suas palavras.

e do dia estranho saem as nuvens e fica a água no seu jardim, repleto de mudas (que graças à Deus não são mudas) porque estão no seu pensamento que não para, não para... fique bem, ok?

Ivan disse...

Rafa, um sorriso. Sempre um sorriso.

Um beijo tbm. :-)

Ivan.

ticoético disse...

hahaha,genial,mas não me dirija estes risos,se faça entender mais e mais,pois eu não me canso/cansarei nunca,enfim,eu me apaixonei por aqui/belo texto.
abraço !
ps:avisando q sumirei súbitamente e só retornarei na quarta (:

ticoético disse...

obrigado pela visita moça ;D

Rafaela Figueiredo disse...

queriiidos!
cy, movimento é vida!
ivan, acho bem mais válido! =)
allan, volte mesmo, hein? rs

besos

Marcelo Novaes disse...

Rafaela,



Tenho a íntima [e funda] convicção que esse riso lhes basta...



;)






Beijos, amiga.








Marcelo.

marjoriebier disse...

Lembrei de Machado de Assis:

(..) Risos não tem, e em seu magoado gesto
Transluz não sei que dor oculta aos olhos;
— Dor que à face não vem, — medrosa e casta,
Íntima e funda; — e dos cerrados cílios
Se uma discreta muda
Lágrima cai, não murcha a flor do rosto;
Melancolia tácita e serena,
Que os ecos não acorda em seus queixumes,
Respira aquele rosto. A mão lhe estende
O abatido poeta.

Um beijo, florzinha

Rafaela Figueiredo disse...

assim espero, Celo! tem de!

amorinha, li poucos (e não mtos bons, particularmente _diferente das prosas!) poemas de Machado, mas este... uau! obrigada pelo trecho compartilhado!

beijões

Rafaela Figueiredo disse...

mto*

Talita Prates disse...

Eu te entendo!

bom, somos lóris, né?!

:S

bjo, querida.

Glaucus Linx disse...

Esse é o preâmbulo da sabedoria, Rafaela.

Abraços,

Glaucus Linx

Rafaela Figueiredo disse...

assim seja...

*sou uma ignorante no myspace, mas passarei por lá pra conhecer o seu! :)

abraços