segunda-feira, 27 de maio de 2013

dédalo



mirando o tempo
contemplo a vida
- em números, retratos, vãos -
cheia de (d)anos
e ambiguidades.


há gentes que vêm
há gentes que vão;
uns sob panos
outros sem máscaras
ou vaidades...


nas curvas de minha (c)idade
carrego o meu olhar
perplexo
ávido
inútil...

e a vida -
este labirinto íntimo
de sons
e sonhos
e assombrações.

9 comentários:

Jhosy . disse...

Curti muito a sincronia tão exatas entre palavras e imagem!
Muito bom!

Jhosy

http://meninamsicaeflor.blogspot.com.br/

Fabrício César Franco disse...

A imagem e o texto se completaram, feitos um para o outro. Ótima escolha! E sim, perceber que somos passageiros (por que achar que só os que vêm e vão o são?) é a melhor forma de nos fazer presentes no instante de cada encontro.

Beijo, poetisa!

Anderson Lopes disse...

O seu poema é um labirinto
Onde eu me encontro!

Jéssica do Vale disse...

A mente é arma perigosa.

Belo poema.

Rafaela Figueiredo disse...

Valeu, Jhosy!

Volte sempre.

.

Poeta,
nessa vida de desencontros, até de nós mesmos, sigo perdida, mas buscando...

Bjo

.

Anderson,
muito obrigada! q valha a viagem.

Abrç

.

Verdade, bonita!
Bem lembrado.

Bjs

AquilesMarchel disse...

como um clipe
um alguém observando o mundo, gosto de poesia assim, me lembra os tempos da tropicália em que as imagens eram fundamentais no texto da música


..mas quem passa por aqui sem máscaras ou vaidades?

Sinval Santos da Silveira disse...

Boa noite!

Teu trabalho é um primor,texto,imagem,todo conteúdo.

abraços
Sinval

Fred Caju disse...

A imagem do labirinto anda muito presente no que estou escrevendo. Bom ver que não estou só.

Rafaela Figueiredo disse...

Aquiles,
Q referências bonitas; fico honrada.

Abrç

.

Olá, Sinval!
Bem vindo. Mto Obrigada.

Abrç!

.

Caju,
Um percurso difícil fica mais fácil assim. :-)