quarta-feira, 25 de maio de 2011

canção silenciosa




horas rasas...
tão profundos
os segundos [que me vão];

leve insônia
- asa que desprende o tempo -
sonha sonhos
infinitos;

e o [in]consciente
- nascitura larva -
é liso; quase livre;
vagueando madrugadas
de ilusão tão plenas;

do casulo, quando
se rebenta,
é póstuma a memória
e distante o chão;

assim,
pensamento é dança
- expressão alada -
e liberto[-me] e isento[-me]
de qualquer razão,

onde o sonho
dura mais que um vento

e o vento, menos
que a canção...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

varal



um dia meu corpo

não sabia do seu;

outro dia, só pensava nele

e parava o que estivesse fazendo

para trazê-lo uma vez mais

para perto de si.


hoje anda misturado

com isto que chamo de você.



e, se no seu peito, estou por dentro

[e não por fora] e sou seu cobertor

a lhe aquecer...

nesta canção, te amo

e, sim, me visto

de você, até quando me dispo de prazer.




*poema "a 4 mãos".