Mostrando postagens com marcador simbolismo; fantasia; sinestesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador simbolismo; fantasia; sinestesia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de maio de 2012

simbolista



em meu peito ecoam mil e um rumores
— mordazes, doces; frescos, miasmáticos —
como chuva, a carregar os dissabores
resolutos de frustrados sóis sabáticos;

vastos, como as noites invernosas,
em que todos os murmúrios são(-me)
incensos orvalhados sobre as rosas
de jardins particulares em fusão.

é quando o extremo tédio de meus dias
faz do mundo o mudo esboço
de fluidos e ermos sonhos e agonias...

e é tal como se agarrassem-me o pescoço
as garras assassinas da poesia
com os devidos versos num endosso.