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segunda-feira, 22 de abril de 2013
Pormenor
Quando eu velha for,
Os meus versos de dor
Não caberão à realidade
De mi'a curta mocidade
E as muitas páginas vazias
De mi'as remotas alegrias
Serão, no silêncio adormecido,
Sonhos que não foram lidos...
E esse meu estranho jeito
Ensinar-me-á ao peito
Que a saudade, sim, é triste
E que ela hoje não me existe;
Lá, eu sentirei - quieta -
Da que não que havia, mas me fez poeta.
sábado, 16 de julho de 2011
amor-tece-dor

mil e uma peças tem o coração.
bate, bate, bate... maquinal
nesta vida de amor industrial
cuja autoridade máxima é a razão.
tão subordinado o pobre coração.
bate, bate, bate... maquinal
sem carteira ou renda mensal
a fabricar produtos de emoção.
pelo tempo das Revoluções Internas,
quebram-se legislações falidas;
nas indústrias das paixões eternas
sempre há casos de ilusões perdidas.
então, nova peça recompõe as pernas
das más emoções [(de) amor-]tecidas.
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