domingo, 28 de setembro de 2014

Juízo final


"Mortal e eterno o amor é uma revolta/ que arde os nossos corpos no mistério..." 
(F. Chuí)



Coração à porta do peito
Ambos arruinados
Por batidas sem perdão;
Sonhos ancorados
No escuro da ilusão.
O caos, tsunami,
Instaurado 
Catastrofismo
Em vão:
Amor é mistério de morte e ressurreição. 

sábado, 9 de agosto de 2014

narrativa do eu

meu caráter de mudança
 descontínuo
indivíduo 
tem a essência surreal
em que divido meu sujeito
entre o espaço social
e as possíveis fantasias
de meu eu
[tão problemático].


colapso:
minha identidade
incoerente, cambiante
se perde(u) em tantas vias
— validade desta vida
desbotando-se à luz
de outra
fotografia.





[na playlist: Traduzir-se.]

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Prece

Não há nome
pro Silêncio
nem um apelido
com que possa
invocá-lo;
porque eu não tenho
a palavra
então me calo
paratodoosempre [?]
na mudez
dos meus sinais...

quinta-feira, 24 de abril de 2014

sazonal [assim espero]

minha ausência não é branca
não é branda
nem me amanha; me acompanha
e me acanha.
sinto-a, ressinto-a,
lastimo-a, Carlos,
Fabrícios, Marcos;
todos, tão meus caros...




quinta-feira, 20 de março de 2014

Novos Silfos

Nessa folha de outono
in-ventado
quanto do meu passado
andei sonhando
em primaveras...


Ora em meu jardim,
as reminiscências
são raízes sobre a terra
onde outrora as dores
se verteram verdes,
hoje secas (h)eras...