segunda-feira, 26 de maio de 2014

Prece

Não há nome
pro Silêncio
nem um apelido
com que possa
invocá-lo;
porque eu não tenho
a palavra
então me calo
paratodoosempre [?]
na mudez
dos meus sinais...

quinta-feira, 24 de abril de 2014

sazonal [assim espero]

minha ausência não é branca
não é branda
nem me amanha; me acompanha
e me acanha.
sinto-a, ressinto-a,
lastimo-a, Carlos,
Fabrícios, Marcos;
todos, tão meus caros...




quinta-feira, 20 de março de 2014

Novos Silfos

Nessa folha de outono
in-ventado
quanto do meu passado
andei sonhando
em primaveras...


Ora em meu jardim,
as reminiscências
são raízes sobre a terra
onde outrora as dores
se verteram verdes,
hoje secas (h)eras...

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Alguma coisa


Eu, que não sou Caetano,
Sinto no meu coração
Esse pulsar indiscreto
Que nem sequer o baiano
Soube - inda que poeta -
Em sua obra-canção
Chamá-lo mais do que coisa.
Não sei, pois, se é melodia
Ou, de ti, só nostalgia.
Ponho, então, nesta loisa
O que, dentro, me agonia.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

(Poe)mar



La palavra es hecha nau en la mar
Si el marinero que la conduce - poeta
Al escribir en la arena en línea recta
A los pensamientos nuestros hace ondear

Delirios mansos que, de par en par,
De viento en popa, un viajar encetan;
De gota en gota, la inmensidad completan
Pero su misterio es un reverberar

En las curvas del hemisferio en que
El horizonte, inalcanzable, cae.
Y las aguas verdes vistas, pues, de aquí

Son cual vestido moviéndose al viento
Que la poesía bulliciosa va
Tejiendo a la faena en su movimiento.