sábado, 29 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
uma estrela e um abraço, com fita e[m] laço!

Um Feliz Dia das Mães, MINHA – e só minha afro-nipônica – Mamily!
domingo, 2 de maio de 2010
"Ruff!"
O cd, lançado em meados do ano passado, caiu sobre mim junto às águas de março deste. [A quem sou grata desta vez é outra maisquequerida amiga, Tati, que mo dera de presente de aniversário.] De cara, perguntei-me o que os cãezinhos fofíssimos da capa, contracapa e pôster [que AMEI!] teriam a ver com a história! Mas o que fazer com um cd senão ouvi-lo, né? Foi aí que descobri...
As 13 [!] faixas, de autorias da própria Norah, sendo 5 em parcerias, trazem [além de um acréscimo significativo de cordas às teclas, características da cantora] melodias ultrarromânticas [eca! eca pra nova ortografia, claro!], nas quais variáveis situações, perpassadas em cenários americanos [ohh!] – como Manhattan, Brooklyn, Washington Street – carregam discursos que vão das “dores de cotovelo” [Even though, I wouldn’t need you, Waiting, You’ve ruined me¹...] à famosa “volta por cima” – como Tell yer mama, Stuck, Man of the hour...
Nesta última [a piano e voz apenas], que é também a última faixa do disco, a cantora ‘narra’ a sua escolha entre 2 homens, em favor daquele que não há de mandar-lhe flores [: estas morrem mesmo]; daquele que não discute [: sequer fala]; e que nunca, pois, a fará chorar: o homem de uma horinha só.
De ouvidos atentos, no final da canção, a revelação [epifania – explosão!]: um latido! ‘Tava lá a explicação: 13 faixas = 13 homens = 13 cachorros².
sábado, 24 de abril de 2010
do poder das águas*

todavia, não sou dura:
(a vida o é;
tanto bate até que fura!)
tenho músculos de trepadeiras
– cipós frágeis –
em meu tronco;
reles flores se me brotam,
vez ou outra,
e há mil ninhos em meu cerne.
se me nascem, ora, pensamentos-praga, sim;
glebas em minha visão;
e projeto sombras sobre mim...
quando chove, destas mãos,
porém,
– pequenos galhos –
se rebentam éclogas
com que o pensamento se figura,
entre água, folhas
sobre os meus canteiros secos,
como abstrata pintura.
“Ao escrever não posso fabricar como na pintura, quando fabrico artesanalmente uma cor. Mas estou tentando escrever-te com o corpo todo, enviando uma seta que se finca no ponto tenro e nevrálgico da palavra.”
C. Lispector, em Água Viva
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Aos que leem, aos que não leem, aos que não me compreendem/aceitam, mas a todos que me foram e são
Com toda dificuldade de transcrição...
Por muitos anos, quis que as pessoas fossem para sempre [bobagem: somos todos efêmeros?]... Para sempre na vida, aquelas que entraram nela. Não no sentido de permanecerem na lembrança, porque todas permanecem, até as que se vão. Mas no sentido de Verdade – se é que o termo filosófico distingue bem isto – porque e como aquilo que transforma... Quando o zelo é natural e presente entre elas; quando suas piadas bestas nunca perdem a graça; quando a máxima ”eu te amo” não se torna gasta ou banal ou meramente um propulsor para um “eu também”, mas um modo sincero e carinhoso de revelar: você significa muito para mim; minha vida é mais colorida e valiosa com você; há uma parte sua em mim, que ainda que eu não saiba dizer o que é exatamente, ou desconheça tanto ainda sobre sua pessoa, me traz a certeza (ou a sensação, que é o que vale) de que sou bem mais completa! E que, apesar disso, sempre haverá espaço para um pouco mais de você e de outras pessoas que ainda virão.
Por isso, uma escolha que fiz (a qual não ouso afirmar ser a melhor: cada um é cada um) é a de que (uma que já disse por aqui), apesar de saber que o “pra sempre, sempre acaba” (e o quanto isso doa – ser humano é isso, afinal!), tudo aquilo que um dia chegou, brotou, desenvolveu, modificou... me fez ser esse alguém melhor e não é, definitivamente, o melhor do que alguém, mas o melhor do que eu mesma o fui outrora. Dessa forma, embora com toda a saudade que lateje (e ainda bem que sim; isto significa que algo/alguém houve e a causou), compreendo a minha limitação – dentro da qual tudo, de bom e de ruim, acontece – como, paradoxalmente, aquilo que tenho de inesgotável: o vivido (ou vívido) sentimento. Porque isto, sim, nunca acaba e é, pois, a única coisa que me salva quando tudo o mais termina.
Que isto não seja, de maneira alguma, uma supervalorização do outro, mas um reconhecimento. Que não uma simples repulsa a tudo que há de supérfluo na vida [quase tudo o é?], mas uma forma de (auto)evolução/avaliação. Que você não concorde também, pois é importante, mas respeite como eu respeito aquilo de oposto que tanto lhe apraz.
É bom lembrar-se, porém, de que o que o outro lhe representa pode ser justamente aquilo que você, um dia, lhe causou.
Um beijo,
com 'férias' para o espaço mudandoeuvou.