sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Música e Volume



[Ouvindo e duetando Calcanhotto]
Nota: Sexta-feira: dia de arrumar a casa etc – tava tudo muito bom, quando...

Tem gente que consegue, numa boa, ouvir música em “som ambiente”. Eu não sei de que se trata! Ah, que o digam meus vizinhos!...
Quero saber quem que resiste????? Cantar em alto e bom som: “Eu prefiro seeeeeeeeer essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tuuuudo...” [Apesar de ele preferir o DO QUE ao A! Quem é que liga? É Rauuuul!]

E aquela, da Calcanhotto, que nos dá uma vontade de sair por aí com o fone no ouvido, esquecidos de todo o resto????!!!!! “Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome: cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores...” [Apesar da substituição do pronomezinho CUJO, que deveria estar, bem ali, em vez do relativo QUE. Mas é fato que não cabia! Imagine só: “Prestando atenção em cores cujos nomes não sei...” Pelamor, né?! ¬¬’]

E ainda aquela outra da Ana Carolina: “Que distância vai guardar nossa saudade? Que lugar vou te encontrar de novo? Fazer sinaaaaaaais de fogo... Pra você me veeeeeer!” [Quem repara a falta da preposição EM antes do QUE, para seguir a regência??? Isso não é nada!!!]

Eu sempre discuti o uso do alto volume. [A favor, claro! Se não for funk/axé/pagode/sertanejo/techno/e afins, por mim, tudo bem!]
Bom, antes “probleminhas” de regência, que... “Vem que vem que vem quicando”!!!
Se bem que... notemos: que bonita aliteração temos aí, hein?!

Mas toda essa história só para dizer que o pior de tudo é quando se chega àquela melhor parte da audição, na mais alta das empolgações: “Eu perco as chaves de casa!!! Eu perco o freiuuuuuu!!! Estou em milhares de cacacacacacos... Eu estoutoutoutou ao meio....” E descobre-se o CD arranhado bem na música preferida. É como ficar, realmente, sem chão; pela Metade. “/
Agora, vou ver se me recomponho...

domingo, 6 de setembro de 2009

Esquizofrenia II




Como o Poeta, um dia, o quis
Quisera eu me arrumar a vida!
(Jogar fora todo resto...)
Eu, sempre a remar contra a maré,
De encontro aos paradigmas
Já tão cristalizados –
Raízes sob os pés de todo o mundo;
Eu, que sequer sei como arrumar
As próprias intenções,
Pus-me a fazer as trouxas
Que haviam de abarcar minhas maiores
(Des)ilusões...

Cantarolando versos
Mui pouco conhecidos,
Me fui perdendo os gestos
– Já quase indefinidos...
Jogando sobre as costas
O império de incontáveis trouxas,
Não soube aonde ir!
Ai, tantas delas não suporto;
Meu físico: menor que a ânima,
Fragílimo...

Pensei: Meu Deus! Pra onde?!
Se ao menos as palavras
Se me fossem a fuga grande...!
Mas não: dementia praecox
Minhas ideias abortadas...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

2 em 1


HAIKAI XXVI

Reis e rainhas

Por ondas, banhados,

São destronados.


[É um recado pro meu pc q tá se achando o rei-da-cocada-preta! Stress 1000! ¬¬]

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F: Poxa, tô sentindo falta de ir ao MAP. Sábado iremos sem falta!

M: É verdade. Eu também.

F: O remedinho fitoterápico pra memória ‘tá começando a fazer efeito (eu sinto!); preciso agradecer por isso aos espíritos benignos e aos passistas, claro!!! rs


(...)

Vendo novela [Teste]:


M: Como era mesmo o nome desse menino, naquela novela não-sei-qual do outro canal?

F: ????? [Uhum, entendi tudo!]

M: Esse ali, ó!

F: Ahhhh... Orlandinho. Por quê?!

M: Caraca, hein?!

F: Falei... ‘tá fazendo efeito! ;D

M: Nossa, se continuar tomando então... já-já se lembra até da vida passada!



[PS: Não há nenhuma relação entre ambos! Só pra constar... rs]

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

À simpatissíssima Marjorie Bier!

Bem, há de se notar que meu "fluxo de produção bloguística" não é lá muito acentuado - visto pelas lacunais datas de postagens!
Isto deve-se a dois fatos: 1) não sou fã de carnaval, mas minha Preguiça é Imperatriz!; 2) muito do que escrevo é tão ruim que eu prefiro abdicar de sua 'divulgação.
No entanto, meu caráter - digamos - altruísta é tanto, que sou incapaz de negar quaisquer pedidos que outrem - por quem lhe tenha certa afeição, claro - me faça. [Mas não vá se acostumando! rs*]
So... para cultivar um pouco de bom humor e simpatia, segue um mini-conto que se originou de um diálogo entre mim e minha mãe, numa hora de almoço. Cujo título dado foi: "À mesa".




R: Humm, essa cenoura tá meio durinha, néam?

S: Tem importância não! Você não tem dente???

R: Pois sim... nem por isso: a galinha não tem e come milho!

S: O pior deve ser na hora de pôr pra fora.

R: Humpf! Mas para quem bota ovo...

S: É, milho é pinto.



*
Acredite: isso não é nem 1/10 das bobagens que falamos em hora tão "sagrada"... rs
Ora pois, o importante é ser feliz!!! :-)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

"Simplesmente Eu. Clarice Lispector"

Eu não sei por onde começar. É preciso terminar, contudo...




Bem, quem jamais sentiu Clarice não sei se poderá entender meu gesto. Quem já a sentiu... desculpe-me a má [e hiperadjetivada] composição, mas que teço com mil dedos cardíacos.

O espetáculo [referido no título], que teve sua estreia nesta quinta, no CCBB aqui do Rio, interpretado por Beth Goulart – ESPLÊNDIDA, em superlativo absoluto e muito, MUITO exclamativo – foi a maior declaração de amor à grande escritora [segundo a própria Beth] e, possivelmente, a mais bela também.

O monólogo, para quem não sabe, foi criado a partir de trechos extraídos de livros, contos, correspondências e entrevistas realizadas com Clarice, e é dirigido e adaptado [diga-se de notável passagem] pela própria atriz. Esta, além do fabuloso alcance em semelhança física com Clarice e sua extraordinária interpretação, inunda a plateia com a demonstração de uma afinadíssima voz, em uma cantoria, a certo momento da peça – que é, inclusive, muitíssimo bem musicada por inteira.

Unido à Estrela [atenção ao trocadilho!], um singelo cenário, composto de um mínimo [mas essencial] número de objetos, é o que ocupa o palco durante os sessenta minutos permeados de luzes [sombras], sons [silêncios], movimentos e trocas de figurinos impecavelmente harmonizados, num sincretismo lírico de inegável perfeição, de que Clarice – de onde estiver – orgulhar-se-á tímida e ousadamente como ela só.

Como se não bastasse a maravilha, fazem-se relevantes umas pequeninas surpresas [ou Explosões!] que há durante o espetáculo, mas que não merecem “desvéu” aqui nestas linhas que vêm, apenas, incitar os que vierem ler tal singeleza a irem ver tal preciosidade.

Ao final [que, infelizmente, havia de ter], não sei se por não ter piscado, para que não perdesse nenhuma vírgula, exclamação ou reticências nos gestos de Beth, tinha eu os olhos inundados não só de poesia; sentimentos-palavras... mas de lágrimas. Foi quando percebi mais claramente o que Clarice diz com: “A arte é um vazio que a gente entendeu.” E, afinal, para ela, entender “não é questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato”.
Só quem sente entende, pois...



*foto tirada na ilegalidade da emoção incontida! ^^
**add desenho, feito por puro amor.