
Como o Poeta, um dia, o quis
Quisera eu me arrumar a vida!
(Jogar fora todo resto...)
Eu, sempre a remar contra a maré,
De encontro aos paradigmas
Já tão cristalizados –
Raízes sob os pés de todo o mundo;
Eu, que sequer sei como arrumar
As próprias intenções,
Pus-me a fazer as trouxas
Que haviam de abarcar minhas maiores
(Des)ilusões...
Cantarolando versos
Mui pouco conhecidos,
Me fui perdendo os gestos
– Já quase indefinidos...
Jogando sobre as costas
O império de incontáveis trouxas,
Não soube aonde ir!
Ai, tantas delas não suporto;
Meu físico: menor que a ânima,
Fragílimo...
Pensei: Meu Deus! Pra onde?!
Se ao menos as palavras
Se me fossem a fuga grande...!
Mas não: dementia praecox
Minhas ideias abortadas...

