quarta-feira, 25 de maio de 2011

canção silenciosa




horas rasas...
tão profundos
os segundos [que me vão];

leve insônia
- asa que desprende o tempo -
sonha sonhos
infinitos;

e o [in]consciente
- nascitura larva -
é liso; quase livre;
vagueando madrugadas
de ilusão tão plenas;

do casulo, quando
se rebenta,
é póstuma a memória
e distante o chão;

assim,
pensamento é dança
- expressão alada -
e liberto[-me] e isento[-me]
de qualquer razão,

onde o sonho
dura mais que um vento

e o vento, menos
que a canção...

5 comentários:

Talita Prates disse...

tu é f***!

amo tantão.

beijo-pulo-giro.

Li.

Moni. disse...

Concordo com a Tá e digo com todas as letras: fodástica!

Dá até vontade de sonhar...

Beijo, frô!

sopro, vento, ventania disse...

assim,
pensamento é dança
- expressão alada -
e liberto[-me] e isento[-me]
de qualquer razão,

Rafa, eu não sei qual estrofe mais me encantou. Não sei. Só sei que o que você diz quase sempre parece ter sido extraído de uma parte importante da vida.
bjs

Linguagem e Poesia - Bruno de Andrade disse...

Sinto, ao ler este poema - pois ele é feito para sentir - que foi uma veia simbolista que lhe deu vida. Uma veia inspirada de sua alma terna e poética. "Sonho", "(in)consciente", "pensamento", tudo soa num único momento em que, parados, lemos suas notas que silenciam sonoramente em na alcova da alma e ficamos com a impressão de alguma coisa se perdeu... uma nota lírica que foi calada e ainda está por ser cantada.

Parabéns pela beleza desta composição, pelo cuidado poético com que ela foi produzida!

Beijos!

Rafaela G. Figueiredo disse...

eu to mto sensível mesmo? ou vcs todos combinaram de tirar o dia para me fazer chorar? *_*

seus lindos!
obrigada pelos olhares, viu?!

beijo-pulo-abraço!